Se você ama alguém, liberte-o. Se voltar pra você, é porque é verdadeiramente seu. Quem já não ouviu isso? Richard Bach, Sting, memes e hashtags – essa parece ser a coisa certa a se fazer quando se trata amor em qualquer relacionamento. E também uma das mais difíceis.
Por quê?

 

Ah, é pra poucos entender que, por mais que  seu parceiro/a durma pelado/a do seu lado, vai ter sempre uma parte de sua vida da qual você não participa, nào tem conhecimento e muito menos controla. Mesmo que essa parte seja no pensamento dele/a. Pra muitos isso chega a doer. Não tô falando de traição ou de fazer algo que foge ao combinado do casal. Tô falando de cotidiano. “Como assim eu não sei com quem ele conversou, o que tratou, a opinião que deu, o que aceitou ou recusou?”

 

Muitas vezes aquela pessoa que te vê todos os dias, passa férias e fins de semana com você (quando não mora no mesmo quarto) compartilhando os maus humores matinais, omite fatos de seu dia-a-dia, seja pra exercer sua liberdade de não dizer, seja pra evitar qualquer tipo de desagrado ou confronto de sua parte ou seja porque esqueceu. Outras vezes ele/a mente. Mentirinha branca, pouco séria. Mas mente.

 

Será mentira-que-vale-uma-briga ou um artifício de manutenção da individualidade ou privacidade num mundo onde sabemos o que não só nossos parceiros, mas os nossos amigos digitais, comeram no almoço?

Privacidade ou não, sei o quanto pode ser difícil engolir que você, marido, mulher, namorado ou namorada, foi o último ou quase último a saber. Faz parte. Ama-se, compartilha-se rotinas, habitações, filhos e contas, mas nem sempre as rotinas, desejos e opiniões de quem está ao seu lado. Aceite. Conforme-se se isso estiver pesando.

 

Continue tentando deixar livre quem você ama. Se não voltar, há sempre a possibilidade de acompanhá-lo nas redes sociais. Só pra não perder o hábito.

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