Karol Ka fala sobre Anitta e futuro álbum

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Ano passado conheci a Karolina Borges, nome original da cantora Karol Ka, em um show meio intimista que ela estava fazendo. Conversei com ela no camarim e vi ali uma artista ainda intimidada por imprensa, público e produção. Sua postura havia sido diferente no palco e isso me deixou surpreso. No palco eu estava diante de uma cantora que mal conhecia, mas que passava muita segurança na voz, em suas músicas autorais e na dança também. No final das contas é isso que importa. Eu realmente senti que ela cresceria caso fosse rodeada por bons profissionais. E parece que o destino trabalhou para isso.

O tempo passou e não soube mais da Karol até um dia o assunto que dominou as redes era sobre um novo reality show que seria produção pioneira de um canal novo da Fox no Brasil. O programa sob comando da eterna mãe do funk Tati Quebra-Barraco, levava o nome de “Lucky Ladies” e reunia 5 funkeiras em uma casa. Karol Ka era uma delas e, dentre as 5, a que mais causava contraste em todos os sentidos. Levantou a bandeira dizendo que não veio do morro, que não cantava funk pancadão, que adorava se vestir como patricinha e seu comportamento fazia jus ao que defendia. Foi logo de cara hostilizada por todas as integrantes. A cantora não se importou muito e lutou pelo seu trabalho e sua imagem até o final.

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Estive neste último fim de semana com Karol abrindo seu show na festa Balloon no Rio de Janeiro e bati um papo com ela. Agora a cantora tem contrato com a gravadora Universal Music, um single chamado “Selfie Colado” estourado nas rádios e com um clipe super bem produzido. Investimento alto em cima de uma premissa do Pop-Funk nacional. Não perdi a oportunidade e a primeira pergunta que fiz foi sobre o tratamento que ela recebeu em “Lucky Ladies”. Às vezes aparentava que as outras funkeiras tinham um certo preconceito com Karol, mas ela me respondeu: “As pessoas são diferentes. Não digo que foi preconceito, não. Acho que foi um desencontro de foco, espectativa e objetivos. Desejo toda a sorte do mundo para elas (as integrantes do programa), muito sucesso”.

Com um EP lançado no iTunes e em todas as plataformas de streaming, Karol afirma que está no processo de finalização de um álbum pela Universal e que o próximo clipe já está garantido por contrato, mas que não sabe se será de uma música do EP ou do seu futuro álbum. Ainda garante muito feliz que “vem muita novidade grande por aí”. E parece que a moça não joga por baixo! Quando questionei se havia alguma inspiração nacional ela disse prontamente que suas fontes de inspirações vem de fora do país e são Beyoncé, Rihanna, Janet Jackson e Jennifer Lopez. Sem menos.

Com inspirações desse nível logo me veio na cabeça se finalmente teriamos um material Pop-Funk em inglês, pois inspirações internacionais sabemos que nossas cantoras carregam em sí. Karol me responde que “certamente cantarei em inglês, mas no futuro”. No momento ela afirma que quer apenas levantar a bandeira do país!

Para finalizar a conversa fui direto ao ponto e quis saber o que ela tinha achado sobre o novo clipe “Bang” da Anitta. “Eu adorei o clipe, a ideia. Tudo muito bacana. Uma composição incrível do Humberto Tavares. Anitta tá liderando e bato palmas para ela. Ela merece”, conta Karol. Sem tirar o sorriso do rosto, ainda meio ofegante do show que havia acabado de fazer e da entrevista que estava dando ela finaliza com muita certeza, queixo erguido e uma piscada de olho marota no final: “Ainda serei a maior cantora Pop-Funk desse país”.

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