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Dona dos maiores hits de todos os tempos do Funk, “Boladona” e “Dako É Bom” , Tati Quebra-Barraco sempre foi uma artista com opiniões fortes e diretas. Na música suas composições sempre trataram assuntos como sexualidade, favela, liberdade e feminismo. Agora, Tati quer ir além do poder de opinião: ela quer efetivar o que defende. Para isso ela almeja ocupar uma das cadeiras da Assembleia Legislativa e vem como candidata a Deputada Federal pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC). A ideia do partido é conseguir popularizar seu nome no estado do Rio de Janeiro para as próximas eleições e Tati sem dúvida tem um grande apelo social na cidade maravilhosa.

Normalmente, a funkeira não costuma falar de assuntos mais sérios com a imprensa. Então, decidi conversar com ela e levantar questões importantes já que esse ano a cantora vem como candidata política. Confira a entrevista abaixo:

Seu maior hit, “Boladona”, é de 2004. Me conta, depois de 12 anos, o que mais te deixa boladona?

O que mais me deixa boladona sem dúvida é o descaso e a violência, sabe? Não só eu, como deixa o país todo.

Qual é o maior problema que enfrentamos no Brasil atualmente?

Então, sem dúvidas tem a ver com a educação e saúde, entendeu? O descaso, ruindade e falta de amor entre as pessoas, também são sérios problemas. Mas aí só Jesus na causa. Só Deus mesmo.

O que você acha de uma reforma na educação do país? Já que esse, para você, é um dos nossos maiores problemas.

Eu acho que o país em geral ainda tá muito longe de uma educação moderna. Existem métodos novos e poder, pode. Mas se o pessoal com poder não faz, então quem somos nós para falarmos alguma coisa, né?

Você fala isso em relação às escolas públicas? Você acha que existe muita diferença na forma de educar entre o ensino público e particular no país?

Eu acho que a escola tá ali para ensinar. A criança tem que querer aprender, parte dela isso. Independente do ensino da escola pública ou particular, se a criança não quiser estudar… Como é que faz? Tem que querer. O que adianta se eu pago escola particular para a criança e ela não quer se dedicar?

O meio influência nisso?

Não influência, não. Cada um tem seu sangue, tá na raiz.

A revista britânica “The Economist” criticou o Brasil por festejar o Carnaval no precipício e ainda comentaram que estratégias como a do Banco Central são péssimas. Em relação ao povo, você acha errado as pessoas comemorarem o Carnaval em plena crise em que estamos?

Não, eu acho que a crise tá pra quem não tem dinheiro, porque para quem tem… Então o povo tem que comemorar mesmo. (risos)

Você defende a legalização da maconha?

(risos)

Você tem alguma filosofia feminista que gosta de defender?

Ah, tenho várias, né? Só pegar muitos dos bordões que estão na minha música que você vai ver.

E tem algum bordão específico que você acha especial e que passa uma boa mensagem de apoio?

“Não gosto de piru pequeno…”

Sobre sua carreira de cantora, existe um novo projeto acontecendo?

Tô com uma nova musica chamada “Se liberta” que tem até clipe já. Estou correndo o país todo também com uma turnê nova. Ontem mesmo estava em Santa Catarina e hoje estou aqui na festa The LOB na Zona Sul do Rio.

O reality show “Lucky Ladies”, o qual você comandou na Fox Life, fez um grande sucesso. Existe a possibilidade de uma segunda temporada?

Existe sim e deve rolar, mas eu não continuo no programa. Acho que tem que dar oportunidade para outras pessoas chegarem também.

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