Postado porAline Rezende

Impressões, um curta-metragem de Aline Rezende

Esse foi o meu primeiro curta-metragem depois que saí da faculdade. Tive a ideia e fiz ás pressas, com medo que a barriga ficasse enorme e depois não tivesse mais tempo (estava grávida). Contei com o apoio de muita gente querida e talentosa. O filme foi selecionado pro concurso RIO, EU TE AMO e teve…
Continue Lendo

A fada verde da Terra do Sempre

Sabrina, uma fada verde, entra voando no quarto de um pré-adolescente, pela janela. Olha pra tudo quanto é lado empolgada. Fica mais feliz ainda quando vê Rodrigo deitado na cama. A fada senta sensualmente em cima da televisão. RODRIGO: (falso)Uma fada verde, que bom te ver por aqui. Nós estamos em 1962 você tem ideia…
Continue Lendo

O bilhete premiado

Perdera o bilhete da loto. Juvaneci desconsolada, foi pra casa buscar colo do marido.   -Eu tenho certeza que eu ganhei, Ronaldo, começava com essa sequencia, 5, 7 e 9. -Ju, são mais 12 números, duvido que você ganhou. Amanhã você joga de novo. -Poxa, eu já até imaginava eu e você numa praia com…
Continue Lendo

Psicose

Há tempos que pensamentos angustiantes ocupavam sua mente, justamente na hora de dormir. Imaginava coisas que se mexiam, barulhos que vinham do corredor, discos voadores na janela. Larissa, desenvolveu uma estranha estratégia de burlar o medo. Precisava reproduzir o que ouvia ou via, na intenção de ameaçar aquilo que a ameaçava. Fazia desenhos, batia na…
Continue Lendo

When doves cry

Ele fazia muita merda na época que conheceu Renata. Com vinte anos, Sérgio não pensava muito antes de fazer as coisas. Roubava bebida do bar do amigo do pai. Brigava na rua. Fazia pega de carro. Mas um dia conheceu uma diaba boa de cama que fez ele querer ser santo.   Sérgio regenerado teve…
Continue Lendo

Escola de Homens

Cátia ganhava mal como professora e por isso fazia bicos. Pendurava quadros, fazia docinho de festa e etc. Até que conheceu o cachorro da vizinha, e se ofereceu pra levá-lo pra passear. E um dia, o que ganhava como “dog Walker” passou a ser mais do que seu salário no colégio público e mesmo sabendo…
Continue Lendo

Silvester Stalone da Silva

Ele era mal cheiroso e grosseirão. Mas Danuza nutria um desejo secreto pelo boy de sua empresa. – Preciso confessar uma coisa, como é mesmo seu nome? – Silvester Stalone da Silva. – Puxa, como pude me esquecer? Pois é, Silvester, posso te chamar assim? – Todo mundo me chama de Rambo. Mas, fala sério,…
Continue Lendo

Cú de bêbado não tem dono

– Alô, é a Barbie Nacasha que tá falando? E você tem tudo isso mesmo que tá falando aqui no anúncio? 30 centímetros? Então eu vou te dar o endereço… Imaginei que as transexuais eram como os homens, que sempre mentem uns dois ou três centímetros pra mais, tudo bem, já estava ótimo. Vou explicar… Ser secretária…
Continue Lendo

O delegado Alberto Luneta

Não é porque sou fotógrafa que gosto de lentes. Gosto de lentes, por isso sou fotógrafa. Dei pra alguns branquelos idiotas porque usavam óculos. Namorei um astrônomo. Moro no sétimo andar de fundos. Janelas pra todos os lados. Divertidíssimo. Morava um cineasta no sexto andar do prédio em frente que todos os dias filmava alguma bobagem…
Continue Lendo

O paletó

BYE Era um dia quente, quase verão, e este seria temível como o inferno, mas Clara estranhou quando o pai saiu sem paletó. – Anda me faltando o ar, filha. A mãe fez salada pro almoço e Clara gostou da ideia, queria emagrecer. Aos 18 anos, o que mais faz uma…
Continue Lendo

O paletó

Era um dia quente, quase verão, e este seria temível como o inferno, mas Clara estranhou quando o pai saiu sem paletó. – Anda me faltando o ar, filha. A mãe fez salada pro almoço e Clara gostou da ideia, queria emagrecer. Aos 18 anos, o que mais faz uma menina além de estudar pro…
Continue Lendo

Like a Rolling Stone,

– Brigadão, galera! Felizão por ser visto e aplaudido, Jorge ia embora do Karaokê. Jamais voltava pra sua mesa e jamais olhava pro público quando descia do palco. Seu trajeto até a saída era calculado. Pegava a carteira, abria, pegava a comanda, pegava notas de dinheiro, fechava a carteira, furava a fila, dizia “Oi” pra Juliana…
Continue Lendo

Sofrimento

Na prisão é assim, diversão é competir sofrimento. Quanto mais o cara sofreu na vida, mais digno ele é. O Farrinha é órfão de família inteira, gago e alérgico a camarão; quase sempre ganha de mim, mas eu tenho uma vantagem, minha mãe era hipocondríaca. Competição de sofrimento é coisa que eu entendo. Você pode…
Continue Lendo